Versículo do dia

Bíblia online - Versículo do dia.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Servir

E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.
E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.
E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,
Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar. 
Atos 2:42-47

 
A palavra do Senhor diz que " As portas do inferno não prevalecerão contra a igreja do Senhor". Quando nos unimos por bem comum que é de abençoar um ao outro, a igreja permanece forte. As famílias eram fortalecidas pelas famílias. O Amor de Cristo contagiava a todos que faziam tudo com singeleza de coração e se alegravam em servir, e o Senhor acrescentava os que iam sendo salvos, porque  perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
 
Que Deus nos ajude e nos abençoe.
Amém
Pr. Alexandre

 
 

Ministério com Casais

2ª Igreja do Nazareno de Campinas

A Nova Lei

CAPÍTULO 5

 
A  Nova Lei
 
 
"Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis". Romanos 8:26

 Textos: Romanos 8:1:17

I-  INTRODUÇÃO

     Uma nova lei começa a imperar quando uma lei anterior perde o seu efeito. A primeira lei cessou, perdeu o seu efeito, morreu. Romanos 7:4-6, Jesus tornou-se o fim da lei. Ele pôs um fim à propagação da semente que estava no fruto da "árvore do conhecimento do bem e do mal". Ele o faz pela sua própria morte. Há muitas implicações resultantes da morte de Cristo.

a.Cristo tornou-se pecado por nós (tomou o nosso corpo)

b.Cristo levou a nossa penalidade e nos deixou a sua justiça.

     Uma nova lei passou a reinar - a lei do Espírito - aquela que implanta em nós o poderde praticarmos a justiça, Romanos 8:1-4; 12:1-2.

II-  DESENVOLVIMENTO DA LIÇÃO

1) Sentido amplo: Efetuada a redenção que nos livra do pecado e do seu poder, foi-nos apresentada a expiação que remove a ira contra os homens e contra os seus pecados. O próprio pecado foi julgado e foi estabelecida a purificação de pecados, a transformação do homem segundo a imagem moral de Cristo, Romanos 6:1-14.

          a)A morte de Cristo removeu o sentido de salvação na forma de sacrifícios de animais, dando-nos o conteúdo da verdade esperada e foi providenciada a salvação individual.

          b)   Pela morte de Cristo tornou-se possível ao homem experimentar a espiritualização de seu ser, mesmo continuando humano e mortal.

          c) Pela morte de Cristo serão estabelecidos novos céus e nova Terra.
        
         d) Como resultado da morte de Cristo haverá purificação dos lugares celestiais Hb 9:23-24) o pecado será removido dos lugares celestiais. Os seres dotados de livre-arbítrio poderão optar pelo bem ao invés do mal.

          e) Pela morte de Cristo o reino da maldade caiu. A destruição final do reino das trevas foi assegurada pela morte de Cristo-Colossenses 2:14-15.

2)Sentido restrito: Pela morte de Cristo tornou-se possível mudar a natureza do homem. O pecado dotou o homem com a natureza da besta, fazendo-o buscartoda a atenção e adoração para si mesmo.

          a)Muitas vezes a bondade e a compaixão expressas pelo homem nada mais são do que uma tentativa de justificar-se a si mesmo e neutralizar a expiação de Cristo - 0 homem procura não necessitar de Cristo. Ele conta a sua história, repete as suas mensagens, mas não come a sua carne, nem bebe o seu sangue, não se alimenta de Cristo pela sua Palavra.

          b)O homem busca o bem da "árvore do conhecimento". A árvore é tão eficaz a ponto de tornar-se mais poderosa para separar o homem de Deus, do que o próprio mal - a bondade do homem é a mais sórdida manifestação do seu orgulho e rebelião contra Deus. As raízes da árvore do conhecimento necessitam ser extirpadas da alma, porcompleto.

          c)Pela morte de Cristo somos alcançados pelo verdadeiro arrependimento e não somente pelo remorso. O remorso nos leva a perambular em busca de soluções. O arrependimento nos leva a desviar-nos do pecado. Pecado não é só fazer coisas erradas, é ter uma natureza má, apesar da aparência de bondade. Arrepender-se é renunciar a tudo o que somos inclusive a nossa justiça própria.

          d)A justiça de Deus é baseada na cruz. A cruz é a maior ameaça para o egocentrismo (Mateus 16:24). Falar de bondade para compensar o mal é afrontar a Deus, é querer salvar-se pela justiça própria (Isaías 64:6 e 42:19-23).

3)Sentido absoluto:

          a) A morte de Cristo e o homem: Mateus 5:48 "Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste". A perfeição apresentada aqui é a "perfeição absoluta", resultante da transformação moral e metafísica. Perfeição absoluta é o alvo para o homem - Hebreus 2:10. Jesus participou da nossa natureza - Romanos
6:1-14.


          b)A morte de Cristo e Israel - A morte de Cristo removeu os símbolos da salvação na forma de sacrifícios de animais e a nação de Israel será estabelecida à testa de todas as nações.

         c)A morte de Cristo e as nações: Nações dotadas de imortalidade serão estabelecidas na Terra.

          d)A morte de Cristo para a criação física: A criação inteira será renovada. Haverá uma nova criação que estabelecerá novos céus e nova Terra.

          e)A morte de Cristo para os céus: Os céus serão purificados, o pecado começou nos lugares celestiais, mas será removido de lá-Hebreus 9:23.

          f) A morte de Cristo e os anjos caídos: O reino da maldade cairá e somente Cristo reinará - Col. 2:9-10

          g)  A morte expiatória de Cristo: Ele será estabelecido como cabeça do Universo e não somente da Terra- Efésios 1:3-14. Todas as criaturas celestiais e terrenas terão Cristo como o seu centro.

 Ill-CONCLUSÃO

     A lei do Espírito proporciona a transformação do pecador em um homem santo. Um santo no Novo Testamento, não é uma pessoa sem pecado, mas um pecador salvo. Santo é a pessoa santificada, separada para propriedade e serviço de Deus. Ávida espiritual é comunicada a alma humana e Deus transmite, organiza e dá existência às capacidades, atributos e funções da nova natureza.
     O homem regenerado experimenta uma mudança da morte para a vida, do domínio do pecado para o domínio da graça. A vida espiritual perdida na queda vai sendo restaurada. A regeneração é efetuada pelo Espírito Santo, que é recebido mediante a fé, em Jesus Cristo, libertando--nos do poder do pecado. A natureza interior passa por um processo continuo de transformação e a vida espiritual infundida na alma produz frutos pacíficos de justiça, vence o pecado, ganha poder para resistir às tendências corruptas, desfruta paz e alegria no Espírito Santo.

Retirado da Revista Caminho de Sabedoria

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Jesus e o Reino dos Céus, Uma Graça Revolucionária.


CAPÍTULO 4
Jesus e o Reino dos Céus, Uma Graça Revolucionária.

 

"Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas". Mateus 11:29

Textos: Gálatas 5:16-26 - Marcos 2:18-22

I-INTRODUÇÃO

A relação de Jesus com o "Reino dos Céus" ou "o Reino de Deus" é muito especial. Jesus prepara o caminho, prega a mensagem. Sua graça que procede de sua palavra é uma graça revolucionária (Mat. 24:14- Rom. 1:16-17). A maioria das pessoas aceita a religião, mas rejeita a Palavra. No aparente reino visível surgem discípulos falsos que causam muitos danos (Mt. 7:15-23 e 24:24). O verdadeiro reino de Deus contudo, é dotado de um extraordinário poder de crescimento e ele cresce não de maneira visível, mas de uma maneira inconsciente para os observadores. Esse reino se concretiza não pelo ajuntamento de pessoas, mas pela ação de Deus na vida de cada homem que o recebe de verdade. Como descobrir esse reino?

II - DESENVOLVIMENTO DA LIÇÃO

A-O REINO DE DEUS PODE SER DESCOBERTO:

1  — Acidentalmente, sem que haja uma busca consciente, contudo o seu valor é percebido por quem o encontra;

2  — Por intensas pesquisas, e quem o encontra reconhece o seu valor;

3  — No meio de muitas pessoas e igrejas que reúnem tantos homens bons quanto maus, mas ai haverá uma seleção que purificará o reino.

4  — Numa grande festa com muitos convidados presentes, alguns o aceitam, outros não, ainda ali alguns descobrirão esse maravilhoso reino e o trarão para si.

B- Possibilidades do reino:

Jesus cercou todas as possibilidades apresentando-as através de suas notáveis parábolas, que reúnem o ensino e o próprio poder de Deus, porque a sua Palavra é viva, transformadora, revolucionária.

1- Em Marcos 2:18-22 e Mateus 9:14-17 temos duas parábolas que ensinam a natureza revolucionária da doutrina cristã: As parábolas dos panos velhos e remendos novos e do vinho novo e os odres velhos:

a)  — As parábolas são antecedidas por alguns que vieram interrogar a Jesus sobre o porquê dos seus discípulos não jejuarem. Em Mateus 9:14 eles são citados como sendo discípulos de João. A narrativa de Marcos fala sobre "alguns" que vieram interrogar Jesus e aos seus discípulos.
             A experiência religiosa daqueles homens era decorrente de rito e práticas. Sua fé era baseada em práticas externas, em costumes, em princípios da religião.
             Jesus mostra que o ato religioso de valor é aquele que domina a alma, que a transforma, não precisamos fazer coisas para impressionar aos outros, para revelar espiritualidade. Marcos 2:19 — Podem porventura, jejuar os convidados... Enquanto estiver presente o noivo? (Jesus). Precisamos ter consciência da presença do abençoador, (Jesus em nós) e não apenas praticarmos atos religiosos sem Jesus presente. João 15:13; Rom 10:17.

             b)  — Marcos 2:21— A mensagem de Jesus é revolucionária: ao homem não basta adotar uma religião, não basta atendera atos externos. Isto seria coser remendo novo em veste velha. O homem sem a mente e o coração transformados não tem condições para receber a verdade do Poder de Deus agindo nele. O homem que tenta essa grandiosa e nova verdade sem adequar sua vida a ela, corre o risco de um rompimento muito maior. É isto o que acontece com aqueles que se enveredam por esse novo caminho, mas não se submetem ao seu poder transformador. Junto destes estão os que se escandalizam, e se tornam incrédulos, muito piores do que eram antes. Mateus 12:43-45. Para receber com frutos essa nova doutrina, necessário se torna uma alma Nova.

              c) — Marcos 2:22 — Os odres eram feitos de peles que estragavam com o tempo. O velho homem que tenta assumir essa nova fé, acaba por se romper, porque ele traz em si elementos prejudiciais e destruidores "pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus" Rom. 3:23.
             O plano de Deus é de mudança, aprimoramento. O velho homem deve ceder lugar ao novo, porque o novo dentro do velho faz o antigo explodir. Novas verdades causam controvérsias e as controvérsias tendem à destruição. O novo dentro do odre velho tende a um avanço, mas tão somente da carnalidade. O "pseudo" transformado quer trabalhar a verdade adequando-a a sua mente corrompida. É impossível o poder infinito de a nova espiritualidade ser contido em um vaso tão estreito e corrompido, sua tendência é desencontrar-se completamente.

Ill-CONCLUSÃO

Das coisas espirituais o homem não cogita mais, e...

Sem estar ligado aos céus de forma correta, ele cria, a partir desse mesmo corpo, suas explicações espirituais e sufoca o espírito, criando religiões e filosofias dentro dos limites da sua percepção terrena. Ele submete os conceitos da árvore da vida à vivência da árvore do conhecimento.

 

UM GRANDE DESAFIO DE ORAÇÃO

Ore conforme I Cor. 2:15-16 e experimente a grandeza da visão, da bênção e da compreensão de alguém que está de pé e mergulhado na graça de Deus, por obra de Jesus Cristo e atuação do Espírito Santo.

                                                        Retirado da revista: Caminho de Sabedoria / Editora: Nazireu

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

JESUS:ESPERANÇA DA FAMÍLIA. Lm 3:21

Tema para o ano de 2013

JESUS:ESPERANÇA DA FAMÍLIA.

Todavia, lembro-me também do que pode me dar esperança: (Lamentações 3:21 NVI)

Que Deus maravilhoso nós temos que ao seu tempo nos fortelece

Graça e paz
Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” (Romanos 8:31-34)

Ao lermos a bíblia descobrimos que o tempo desta vida não é um tempo de descanso e de bonança, mas um tempo de lutas e de muitas tormentas. O próprio Jesus nos instruiu a termos bom ânimo, pois haveremos de enfrentar muitas aflições neste mundo: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33).
Que Deus maravilhoso nós temos que ao seu tempo nos fortelece.

Grande abraço
Pr. Alexandre


Ministério com Casais
2ª Igreja do Nazareno de Campinas


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

EBD - 27-01-2013

CAPÍTULO 3
Jesus Cristo, Messias, Salvador, Senhor
Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida — João 14:6b
Texto: Salmo 1 - João 14:1-7
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" é a mais conhecida e mais repetida
declaração de Jesus:
-O Caminho permite prosseguir;
-A Verdade permite conhecer;
-A Vida permitetersempre maisvida.
O caminho deve ser procurado, a verdade crida, a vida vivida. O caminho
direciona, a verdade orienta a vida motiva.
A- Considerações sobre o caminho:
1 - Jesus é o caminho para Deus — e Deus é o destino final do homem redimido.

     a) Se o homem não encontrar o caminho ele não poderá chegar ao seu destino. A busca do caminho é a primeira grande batalha. Muitos se enganam e se perdem nessa busca, afirmando que "todos os caminhos levam a Deus". O caminho de um modo geral indica a conduta de um indivíduo, boa ou má. Os Caminhos por onde os homens andam definem o seu caráter — Mateus 7:13-14 — O caminho que é apertado ou espaçoso, implica numa maneira de viver. A busca de um caminho é a busca de um destino. Ninguém anda sem rumo por um caminho estabelecido — Jesus disse que Ele é o caminho, esta é uma ideia dinâmica. Ninguém entra por este Caminho (Jesus) para ter uma vida contemplativa, antes é preciso caminhar, prosseguir, agir — Mateus 7:21 — Não basta fazer tantas coisas usando o nome de Jesus, não basta fervor religioso, é preciso caminhar, palmilhar o seu caminho — Mateus 7:22;

    b) Jesus é o caminho para a transformação espiritual — precisamos participar da forma de vida divina de Jesus. O caminho era a mais antiga designação da igreja primitiva, uma extensão do uso encontrado no Velho Testamento — Isaias 40:3-4;
   
    c) Jesus por sua morte estabeleceu para o homem o caminho de volta a Deus — Romanos 5:11;

    d) Por sua ressurreição estabeleceu o caminho da justificação — Romanos 4:25

    e) Por sua ascensão conduz os homens até aos lugares celestiais — Efésios 1:19-23;

    f) O destino de um homem é revelado pela estrada que ele toma — Salmo 119:1.2 — Jesus é o caminho e, nós temos que encontrar o caminho e prepará-lo para chegar ao Rei. Nós, com os nossos pecados, entulhamos e até nos desviamos desse caminho.

    g) João Batista em Mateus 3:3 convoca o povo para preparar o caminho do Senhor, livrando-se dos tropeços do pecado que impedem de chegar a Deus;

    h) Jesus como o caminho interfere na historia humana — ele é um caminho aberto. Enquanto nesse caminho o homem deve ser conduzido e ser transformado à imagem de Cristo. O caminho deve ser cuidado para permanecer verdadeiro— Malaquias 3:1;

    i) Enquanto palmilhamos o Caminho, precisamos ir melhorando as estradas velhas do nosso caminhar, construindo estradas novas (o caminho é apenas demarcado, cabe ao homem abri-lo e pavimentá-lo). As pedras precisam ser removidas, o terreno aplainado, o caminho endireitado —- João 1:23. Os entulhos são os nossos pecados lançados no Caminho que é Jesus — Salmos 5:8,37:23,77:13,95:10, Provérbios 5:21.

DÊ UM GRITO DE VITÓRIA
 
Busquemos o velho poder que os apóstolos possuíam! Renovação! Ser cheio do Espírito Santo! Que Deus unja a você, a nós, ao seu povo! Que os pais e as mães sejam cheios do Espírito Santo, para que os lares sejam inundados de bênçãos e a direção da família seja abençoada. Que os pastores, professores, pregadores, líderes não descansem enquanto não estiverem revestidos com o poder do alto! Sem o Espírito Santo e uma verdadeira transformação de vida, de mente e de espírito é melhor não pregar! Um cristão sem o Espírito Santo é uma árvore estéril, é maldição. Não cumprindo com o propósito para o qual foi estabelecido, a santidade, para nada mais serve, a não ser para ser lançado ao fogo.

Retirado da revista: Caminho de Sabedoria / Editora: Nazireu

Estudo sobre Tiro e Sidon. EBD 20/01

Nada é mais empolgante do que estudarmos o ministério de Jesus. Entretanto, é muito difícil estabelecer uma ordem cronológica do ministério de Jesus, com base nas informações proporcionadas pelos evangelistas. Isto é decorrente do fato de nenhum deles estava preocupado com uma cronologia, mas sim, em consubstanciar a mensagem proclamada com os
fatos históricos a respeito de Jesus Cristo.
Mas um exercício muito proveitoso é utilizarmos os marcos geográficos que os evangelistas utilizam para nos fornecer um esboço dos movimentos de Jesus durante seu intenso ministério.
Tendo o evangelho escrito por Mateus, como ponto de referência, iremos viajar com Jesus e seus discípulos por toda região da Palestina testemunhando seus maravilhosos feitos.
REGIÃO DE TIRO E SIDOM (a filha de uma mulher Cananéia é curada – Mt 15.21-28; Mc 7.24-30)
É um momento critico do ministério de Jesus, pois seus adversários, vindos a mando das autoridades eclesiásticas de Jerusalém, o estavam acusando de transgredir a tradição dos anciãos (não a lei de Moisés), e espalhando de que ele e seus discípulos eram imundos e profanos, pois não observavam as leis cerimônias, tais como o lavar as mãos. Após estes embates públicos, entre estes enviados e Jesus, o clima torna-se mortal. A partir deste ponto não haverá mais espaço para qualquer espécie de conciliação e o Senhor sabia disto. Assim Jesus prefere sair da região da Galiléia, como fizera anteriormente ao deixar a Judéia, e vai se refugiar em território gentílico.
Alguns comentaristas, defendendo que Jesus jamais saiu das fronteiras da Palestina, interpretam aqui que ele ficou apenas nos “limites” da fronteira com a Fenícia onde ficam os territórios de Tiro e Sidom. Mas o texto de Mc contraria totalmente esta interpretação: “De novo se retirou das fronteiras de Tiro, e foi por Sidom ao mar da Galiléia” (7.31). Sem qualquer dúvida Jesus penetrou no território gentílico e ali permaneceu o tempo necessário. O que não trás nenhuma contradição com o fato de que sua missão era exclusivamente para os judeus (Mt 15.24), pois não fora para aquela região para exercer seu ministério (Mc 7.24), o que fica evidente no dialogo dele com aquela mãe fenícia, e quando teve que manifestar seu poder, atraindo a atenção das multidões, ele se retira novamente.
Tiro e Sidom estão situadas na Fenícia (atualmente, o Líbano). Estas cidades estavam localizadas ao norte da Galiléia, aproximadamente entre 65 e 95 quilômetros de Cafarnaum e fazem parte da história desde antiguidade, quando os fenícios dominavam o mundo da navegação.
Tanto Tiro como Sidom possuíam baías naturais, o que lhes proporcionavam excelentes defesas naturais. A Fenícia, que circundava quase que totalmente o norte da Galiléia, estava anexada à Síria. Esta proximidade fronteiriça tornava natural que um viajante da Galiléia (como Jesus e seus discípulos) atravessasse o território de Tiro.
Sidom sempre foi famosa pelo seu intenso comércio e por sua grande riqueza, além de ter se tornado um centro das artes e das ciências. Era o mais antigo mercado dos fenícios. A moderna cidade de Saída, no Líbano, assinala o local da antiga cidade, a 32 quilômetros ao sul da moderna cidade de Beirute.
Tiro é a mesma cidade cujos reis, haviam feito uma aliança com Davi e Salomão. Neste acordo eles forneceriam madeira e hábeis artesões para Israel, que por sua vez enviaria ao rei Hirão, e seus sucessores, mantimentos (cereais) que a população de tiro necessitava (cf 1 Rs 5; At 12.20). Mas as conseqüências colaterais deste acordo comercial foram terríveis para a nação israelita, pois foi a partir desta cidade que a adoração de Baal se introduziu em Israel e lhes causou tantos males e por fim o juízo de Deus que desembocou nos cativeiros Assírio (reino do Norte) e Babilônico (reino do Sul).
O propósito salvifico de Deus, por meio de Jesus, nunca foi exclusivista (apenas os judeus), mas sempre, desde as primeiras promessas redentivas, incluíam todos os povos. O salmista (87.4) declara em alto e bom som que chegaria o dia em que o povo de Tiro e circunvizinhança haveriam de usufruir das bênçãos messiânicas.
Esta profecia já começa a se cumprir quando as pessoas desta região invadem a Galiléia para poderem ouvir os ensinos de Jesus e obterem a cura de suas enfermidades (cf Mt 4.24,25; Mc 3.8; Lc 6.17). Agora é o próprio Senhor Jesus quem se faz presente entre eles.
Mc parece indicar que Jesus prefere ficar ali por um determinado tempo, a fim de preparar seus próximos movimentos na Galiléia e também para que a temperatura das controvérsias esfriasse. É provável que Jesus buscava descanso físico e mental para si e para seus discípulos, como havia já feito anteriormente (Mc 7.31).
O profeta Elias também procurou refugio nesta região, e como Jesus, também realiza um milagre na casa de uma viúva na cidade de Sarepta (1 Reis 17.9; cf. Lc 4.26).
O território era situado na costa oriental do mar Mediterrâneo, e se estendia por cerca de 240 quilômetros entre os rios Litani e Arv arde (hoje Líbano e Latáquia). Fazia fronteira com Israel, através da Galiléia, ao norte e a oeste. Como escreveu Josefo a Fenícia “cercava a Galiléia”. Após o martírio de Estevão, os cristãos encontraram refugio nesta região (cf Atos 11.19). Paulo e Barnabé optam por passar neste território ao se dirigirem à Jerusalém para participarem do Concílio (cf Atos 15.3). Mais tarde Paulo embarcou perto de Tiro, quando de sua última viajem a Jerusalém (cf Atos 21.2,3).
Foi de Tiro e Sidom que saíram os primeiros marinheiros que orientavam pelas estrelas. Os finicios circunavegaram o Mediterrâneo e abriam rota através das Colunas de Hércules chegaram às ilhas britânicas e às minas de estanho de Cornwalles. É bem provável que em suas aventuras houvessem circunavegado o continente africano.
Sidom estava a uns quarenta e dois quilômetros a Nordeste de Tiro e a noventa quilômetro ao Norte de Cafernaum. Como Tiro tinha um quebra-mar natural de rochas e sua origem como porto e cidade era tão antigo que ninguém sabia dizer quem a havia fundado.
Tiro significa “rocha” e decorre do fato de que na sua costa encontram-se duas grandes rochas unidas por um recife de mil metros de comprimento, formando um paredão natural e fazendo de Tiro um dos principais portos naturais do mundo antigo. Mas estas rochas não apenas formavam um quebra mar, mas também tornava-se um instrumento de defesa natural, fazendo de Tiro uma fortaleza.
Ainda que estas cidades fenícias fossem parte da Síria, elas eram independentes e eram rivais. Tinham seus próprios reis, seus próprios deuses e sua moeda própria. Exerciam suprema dentro de um raio de vinte ou trinta quilômetros. Exteriormente estavam diante do mar; e no interior tinham Damasco; pelo mar afluía o intenso comércio naval e por terra as incontáveis caravanas advindas de todas as regiões.
A cidade de Tiro estava situada ao norte do monte Carmelo e ao sul de Sidom. Em sua campanha bélica, Alexandre, o Grande, a tomou, tendo construída uma fortaleza nessa cidade.
Etbaal, sucessor de Hirão, firmou aliança com Israel (reino do norte) mediante o casamento de sua filha, Jezabel, com o rei Acabe. Jezabel introduziu o culto ao deus Baal e tornou-se símbolo da maldade e no livro do Apocalipse seu nome é usado com tal sentido (cf. Ap. 2.20).
Inferno, Seol, Hades, Gehena, Tártaro
Existe mesmo um lugar de fogo literal, onde os pecadores perdidos vão ficar presos, por toda a eternidade? A Bíblia foi escrita em três línguas: hebreu, caldeu e grego. A Bíblia que temos hoje em dia foi traduzida para o português destas três línguas. Há muitas traduções da Bíblia. A mais popular é a Corrigida. A Corrigida ultrapassa a maioria das versões da Bíblia em exatidão, beleza e legibilidade. Também tem por sua base o manuscrito grego "Texto Recebido".

A PALAVRA "INFERNO" NA VERSÃO CORRIGIDA

Há quatro palavras para "inferno" na versão corrigida. Destas quatro, só uma é usada no Velho Testamento. É a palavra hebraica "Seol". No Novo Testamento as outras três palavras para"Inferno" são: "Hades", "Gehena" e "Tártaro"; todas naturalmente são palavras gregas.

QUAL O SIGNIFICADO DESTAS PALAVRAS?

Temos de olhar no hebreu e no grego para entender o significado destas palavras. A palavra inferno, no português, não nos dará o significado nem no hebreu nem no grego.
1. A palavra hebraica "Seol" no Velho Testamento é traduzida assim:
"Inferno", 28 vezes: Deuteronômio 32:22; 1 Samuel 22:6; Jó 11:8, 26:6; Salmos 9:17, 16:10, 18:5, 116:3; Provérbios 5:5, 9:18, 15:11, 15:24, 23:14, 27:20; Isaías 14:9, 14:11, 14:15, 28:15, 28:18, 57:9; Ezequiel 31:15, 16, 17, 32:21; Oséias duas vezes 13:14; Amós 9:2; Jonas 2:2.
"Sepultura", 27 vezes: Gênesis 37:35, 42:28, 44:29. 44:31, 1Samuel 2:6; 1Reis 2:6, 2:9, Jó 7:9, 14:13, 17:13, 21:13, 24:19; Salmos 30:3, 31:17, 49:14, 49:15, 86:13, 116:3, 139:8, 141:7; Provérbios 1:12, 7:27, 30:16; Eclesiastes 9:10, Cantares de Salomão 8:6; Isaías 5:14, 38:10, 38:18.
"Sepulcro", 5 vezes: Números 16:30, 16:33; Salmo 6:5; Ezequiel 32:27; Habacuque 2:5.
"Enterrado", 1 vez: Salmo 49:14.
"Terra", 1 vez: Salmo 55:15.
"Seol", 2 vezes: Jó 17:16; Salmo 139:8.
"Mundo Invisível", 1 vez: Salmo 89:48.
O Dicionário Hebreu e Caldeu de Strong diz que "Seol" é "o mundo dos mortos".
A Concordância Analítica de Young diz que "Seol" é "o estado invisível".
O Dicionário de Smith diz que "Seol" é "sempre a habitação dos espíritos dos mortos".
O dicionário e Enciclopédia Bíblica de Fausset diz que "Seol" é "o receptáculo comum dos mortos.

Fica claro, então, que Seol não é só inferno, mas é o lugar dos espíritos, não importa se salvos ou perdidos. É simplesmente um termo "significando o estado do morto, em geral, sem qualquer restrição de felicidade ou miséria". Contudo, em muitos exemplos onde a palavra é usada, a referência torna claro que era na parte de Seol (Inferno) que os maus eram castigados. Salmo 9:17. Em outros exemplos a referência torna claro que era na parte de Seol (Paraíso) que os salvos eram abençoados.
2. "Hades" é a palavra grega no Novo Testamento, que é traduzida deste modo na versão Corrigada:
"Inferno", 8 vezes: Mateus 11:23, 16:18; Lucas 10:15; 1 Coríntios 15:55; Apocalipse 1:18, 1:18, 6:8, 20:13, 20:14.
"Hades", 3 vezes: Lucas 16:23; Atos 2:27, 2:31.
Mas "Hades" como o "Seol" não é só o inferno. Na verdade, "Hades" é a palavra correspondente ao hebraico "Seol" e as duas tem o mesmo significado.
O Dicionário Grego do Novo Testamento de Strong diz que "Hades" é o lugar (estado) das almas".
A Concordância de Young afirma: "O mundo invisível".
A. T. Robertson, mundialmente conhecido como erudito grego, afirma: "O Hades é tecnicamente o mundo invisível, o Seol hebreu, a terra dos mortos". Pedimos ao leitor que leia Lucas 16:19-31, onde há uma ilustração para o Seol (Hades). Esta passagem abre a cortina e nos deixa dar uma olhada na "terra dos mortos". Portanto, é óbvio que "Hades" (Seol) tem dois lados (compartimentos): um lado que é chamado o "Inferno", um outro lado que é chamado o "Paraíso". Lucas 16:19-31. Entre os dois lados tem um grande abismo que está posto, de sorte que os que quisessem passar de um lado para outro não poderiam. O inferno é onde os perdidos estão sofrendo a ira de Deus agora. Eles ficarão no inferno até o Grande Trono Branco quando serão julgados por Deus e lançados no Lago de Fogo (Gehena) para a eternidade. Antes da ressurreição de Cristo os salvos foram para o Paraíso. Quando Jesus Cristo ressuscitou dos mortos Ele levou todos os crentes que estavam no Paraíso para ficar com Ele lá no céu para sempre. Então, agora todo crente que morre vai logo ficar com Jesus no céu. Efésios 4:8-10. 2, Coríntios 5:8.
"Gehena" ou "Lago de Fogo" é a palavra grega que realmente significa inferno. Ela nunca é traduzida por nenhuma outra palavra. É sempre inferno, e dez das onze vezes em que é usada, foi pronuciada pelo próprio Jesus Cristo. Aqui está uma lista com as passagens onde a palavra "Gehena" aparece: Mateus 5:22, 5:29, 10:28, 18:9, 23:15, 23:33; Marcos 9:43, 9:45, 9:47; Lucas 12:5; Tiago 3:6.
A palavra "Gehena" é de origem hebraica; vem de "vale" e "Hinom". "É o Vale de Hinom, onde o fogo queimava sem cessar", A. T. Robertson.
O Vale de Hinom era um lugar perto de Jerusalém, onde Acaz iniciou a adoração aos deuses do sol e do fogo, Baal e Moloque. Os judeus sob o domínio do ímpio Manassés, ofereciam seus filhos como ofertas queimadas nesta adoração idólatra, Jeremias 7:31. Esta adoração cruel foi finalmente abolida, e mais tarde, Josias tornou o lugar um receptáculo de carcaças de animais e corpos de malfeitores (criminosos), nos quais os vermes se reproduziram continuamente. Um fogo perpétuo era mantido para consumir a matéria apodrecida. O lugar ainda existia no tempo de Cristo e o Salvador o usou para ilustrar as condições do inferno, "O inferno de fogo", ao se referir a este vale. Jesus se referiu ao Inferno como o "inferno de fogo", no qual tanto "o corpo quanto a alma" serão lançados. Ele disse que lá "o fogo nunca se apaga" e onde "o seu bicho (o homem) não morre".
O Inferno não é uma lenda como os ateus, Testemunhas de Jeová, Adventistas, Universalistas e Modernistas gostariam que você acreditasse. Cristo não avisou sobre o Inferno só para fazer medo aos homens. Ele fez isto porque o Inferno é real!
4. "Tártaro", a quarta palavra traduzida por "inferno" é usada só uma vez no Novo Testamento grego, 2 Pedro 2:4.
O Dicionário Grego do Novo Testamento de Strong diz que "Tártaro" é "o abismo mais profundo do Hades" (exemplo - Apocalipse 20:3) e que a palavra significa "encarcerar (aprisionar) em tormento eterno". A. T. Robertson define: "A habitação tenebrosa e sombria dos mortos ímpios, como o Gehena dos judues".
O Dicionário de Fausset define: "O profundo ou abismo ou poço do abismo".